Terreiro de candomblé de caboclo fundado em 10 de maio de 2017, em São Paulo. O Ilé Oka 7 Lajedos é um projeto, assim como Ilé Oka Sete Estradas e demais templos implantados por Pai Rivas (Babá Rivas Ty Ògìyàn), que envolve o estabelecimento e consolidação do diálogo permanente entre os três núcleos duros1 das religiões afro-brasileiras, a saber: o núcleo da(s) umbanda(s), encantarias (jurema, candomblé de caboclo, terecô, babassuê, toré, xambá, entre outros) e candomblé(s). O candomblé de caboclo tem a presença primordial do caboclo, mas sem desconsiderar o Òrìṣá ou Inkisi. Deste modo, o candomblé de caboclo dificilmente não se encontra ligado a alguma nação de candomblé, quer seja Angola ou não2. Ele tem o ancestral, o caboclo, como figura central, que pode ou não ser índio. Eles podem se apresentar como caboclos de pena – índios – ou como boiadeiros, outras vezes como marinheiros, entre outros.

   Ele se encontra entre o culto ao Òrìṣá e Inkisi (candomblé) e o culto voltado ao ancestral (umbanda). Ele é o ponto de “intersecção” ou ponto de diálogo entre candomblé e umbanda. Premissa defendida por Pai Rivas (Babá Rivas Ty Ògìyàn) e defendida por mim de que as religiões afro-brasileiras se encontram em diálogo constante como parte de constituição e manutenção da tradição, sem anular as características próprias que as definem como uma determinada escola das religiões afro-brasileiras3.

   No Ilé Oka Sete Lajedos são realizados ritos públicos gratuitos conforme cronograma, nos quais há consultas com os(as) caboclos e a busca de auxiliar a comunidade em geral a dirimir seus males do corpo e da alma.

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1 Para maiores esclarecimentos sobre este conceito, indicamos a leitura da obra Teologia do Ori-Bará, de F. Rivas Neto, publicada pela Arché Editora.

2 Indicamos PRANDI, Reginaldo; VALLADO, Armando; SOUZA, André Ricardo. Candomblé de Caboclo em São Paulo. In: PRANDI, Reginaldo. Encantaria brasileira. Editora Pallas, 2004, p. 120 a 145.

O conceito de escola foi cunhado por F. Rivas Neto, no qual ele afirma que “as várias escolas correspondem a alguns tipos de visões [...] as várias formas de interpretar e manifestar” (RIVAS NETO, F. Escolas das religiões afro-brasileiras: tradição oral e diversidade. São Paulo: Arché, 2012, p. 25) os diferentes métodos, epistemologias e ética.

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