TERCEIRO MOMENTO DA INICIAÇÃO

 

Continuando a discussão a respeito dos momentos ou fases da Iniciação, compartilhamos excerto adaptado de nosso livro “O mestre iluminando consciências”, publicado pela Ícone em 2002, páginas 50 a 52, em que versamos sobre o que chamamos Terceiro Momento da Iniciação. Os textos sobre o primeiro e segundo momentos encontram-se nesta página.

 

TERCEIRO MOMENTO: HOMEM ORDINÁRIO OU VULGAR – EXALTAÇÃO OU MORTE DO EGO

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 Seminários Regionais: Valorização das Tradições e Cultura das Religiões Afro-Brasileiras

Sorocaba

 

Mucuiú, motumbá, kolofé, saravá, axé,


Foi com muita alegria que a Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino, ontem, 11 de maio, realizou em Sorocaba, no Templo de Umbanda Pai Joaquim de Aruanda, dirigido por Mãe Valdinês (Abatemy) e Pai Deni (Taramatan), mais um encontro que faz parte do projeto: Seminários Regionais - Valorização das Tradições e Cultura Afro-Brasileiras, cujo mote principal é a diversidade afro brasileira: "Somos diferentes, não desiguais"! No encontro tivemos um diálogo profícuo com várias lideranças locais: Íyá Carla de Xangô e o Babakekere Luciano de Xangô, do Ilê Alaketu Ijobà Agòdò, Íyá Adriana d'Osun, do Ilê Alaketu Asè Omi n'la, Pai Tadeu Donizete, do Centro de Umbanda Anjos da Caridade, Pai Fábio, da Tenda Sagrada Estrela da Luz, e a Ebomi Kátia. Agradecemos a todxs que participaram e contribuíram para mais um evento de sucesso!


Mãe Maria Elise Rivas
Íyá Bê Ty Ogodô
Mestra Yamaracyê

 

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SEGUNDO MOMENTO DA INICIAÇÃO

 

Mucuiú, motumbá, kolofé, saravá, axé,

Continuando a discussão que iniciamos semana passada, compartilhamos excerto adaptado de nosso livro “O mestre iluminando consciências”, publicado pela Ícone em 2002, páginas 48 e 49, em que versamos sobre o que chamamos Segundo Momento da Iniciação. O texto sobre o primeiro momento encontra-se nesta página, publicado na segunda-feira anterior.

SEGUNDO MOMENTO: homem ordinário ou vulgar – instinto reformista

Neste momento nos deparamos com a pessoa presa a seus e apegos e afoita por satisfazê-los com coisas externas, o que acaba por prendê-la ao mundo objetivo, consciente, criando uma resistência para penetrar em aspectos mais profundos de si mesma (subjetivo/inconsciente).
Ela deseja conhecer sua condição espiritual, porém ainda de forma descompromissada, por isso não consegue atingir outros níveis de sua própria consciência.
A multiplicidade, o pluralismo ilusivo a encanta, dificultando a busca de algo que não se encontre no mundo das formas, que não seja palpável, perceptível, surgindo mais uma vez o conflito, a dúvida, pois quer satisfações imediatas e concretas, temendo não conseguir o mesmo com as coisas abstratas.
A visão distorcida que tem da realidade faz com que ela se centre em aspectos divergentes, valorizando o “Eu”, enfatizando apenas sua forma peculiar de perceber o mundo, tornando-se resistente a modificações, transformações.
Tem medo de perder sua identidade e não se sente forte e lúcida para compreender que ela apenas se expande, se desata.
Devido à dificuldade de se desvincular do convencional, tenta fazer o inverso, levar o convencionalismo para a Escola de Iniciação.
Esta fase é marcada pelo espírito reformista, onde o discípulo deseja adaptar a Escola de Iniciação aos valores convencionais da sociedade (De forma alguma somos apologistas da execração do corpo ou da vida em sociedade, apenas defendemos a ideia da necessidade de sermos conscientes de nossa condição de espírito e nesta certeza não valorizarmos mais a aquisição de bens materiais, transitórios, em detrimento de bens espirituais, eternos. A humanidade tem deflagrado em misérias e mais misérias por defender apenas coisas e corpos em detrimento do espírito que temporariamente se utiliza de corpos).

Inconscientemente, a pessoa almeja eternizar os valores do mundo profano por apresentar dificuldades para abandonar os apegos. Tentar tornar mais fácil a Iniciação, pois no mundo convencional não há o compromisso direto com o espírito. Nele, as pessoas se encontram mais centralizadas no corpo, sem preocupações com o hiperfísico.
Tem uma enorme resistência para abandonar o automatismo e o convencionalismo, sente-se vazia e sem “chão”, diria até sem parâmetros, tamanha a influência do condicionamento ao qual somos expostos desde o nascimento e mesmo em outras vidas, o que repercute em nosso inconsciente (sombra – Carl Jung).
Luta contra os valores da Escola de Iniciação, dando vazão ao egocentrismo, iludindo-se com a ideia da necessidade iminente de das reformas, sem se dar conta de que na realidade está fugindo de si mesma, desejando esconder-se atrás das falácias do convencionalismo, demonstrando dificuldade de abrir sua mente para novas realidades.
Sente-se menosprezado por não ser ouvido e ocupa sua mente e sentimento apenas com sua inconformidade, perdendo muito tempo.
Ao longo dos dias, acaba percebendo que a operacionalidade da Escola de Iniciação é em função do ser humano e da humanidade, e não do ego.

Mãe Maria Elise Rivas
Íyá Bê Ty Ogodô
Mestra Yamaracyê

Fases da Iniciação: A visão convencional

 

Mucuiú, motumbá, kolofé, saravá, axé,

 

Compartilhamos hoje excerto adaptado de nosso livro “O mestre iluminando consciências”, publicado pela Ícone em 2002, páginas 46 e 47, em que versamos sobre o que chamamos Primeiro Momento da Iniciação. Nessa obra definimos cinco fases da Iniciação, que “são basicamente as mesmas, diferindo muito pouco de uma pessoa para a outra, pois elas estão diretamente relacionadas com o domínio e ‘morte’ do ego. Eis a grande impedância, pois não podemos negar que o ser humano é incentivado a cultuar e viver em função da satisfação do seu ego, e pior, a satisfazê-lo com coisas voltadas para o mundo externo, estímulos objetivos, adereços da personalidade” (p. 43). Falaremos aqui nas próximas postagens sobre cada uma delas. Hoje, vamos à primeira:

 

PRIMEIRO MOMENTO: A VISÃO CONVENCIONAL

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PENSAR A DIVERSIDADE COMO MEIO DE ALCANÇAR A PAZ

 

Mucuiú, motumbá, kolofé, saravá, axé.
 
Infelizmente hoje ocorreram no Sri Lanka ataques a igrejas católicas e hotéis, ações que repudiamos veementemente. Por isso reiteramos no vídeo que divulgamos agora a importância do respeito à diversidade como fator essencial para uma cultura de paz. Aproveitamos para indicar também vídeo que fizemos ontem antes de dar início ao Toque de Candomblé de Caboclo que realizamos em Itanhaém, no Ilé Oka Sete Estradas, em que falamos sobre a importância do respeito à diversidade, principalmente, nesse momento da Páscoa, herança cristã celebrada pelos cristãos e algumas das religiões afro-brasileiras e que deve ser respeitada. O link é o seguinte: https://www.facebook.com/oicdpairivas/videos/955287831331263/
 
 
 

Mãe Maria Elise Rivas
Íyá Bê Ty Ogodô
Mestra Yamaracyê

Isonomia para sacrifício religioso

 

Mucuiú, motumbá, kolofé, aranauam, axé, salve, salve,

Hoje as religiões afro-brasileiras conquistaram uma vitória contra o preconceito e a ignorância. Várias religiões, quer seja durante seus rituais, quer seja em momentos festivos, promovem o abate de animais. No entanto, as religiões afro-brasileiras, sobretudo por causa do racismo e do desconhecimento quanto a sua diversidade ritualística, foram alvo de ação a respeito do sacrifício ritual, cuja sentença ocorreu hoje de modo unânime pelo Supremo Tribunal Federal. Aos olhos do estado laico, todas as religiões têm garantido o seu direito ao sacrifício ritual.

 

Mãe Maria Elise Rivas
Íyá Bê Ty Ogodô
Mestra Yamaracyê

 

 

 

OS RITOS DE PASSAGENS

 

Na força e na felicidade da paz provenientes do Poder Divino, que suas vidas possam seguir seu destino sem interferências negativas ou ossogbos.

Daqui a dois dias, um filho de santo de nossa Casa, Luciano, estará em meio a um ritual de passagem na academia e, tenho certeza, será muito exitoso.

Os ritos de passagem marcam nossas vidas desde sempre: alguns se dão de modo espontâneo, outros de forma mais consciente. Este foi voluntário e consciente: com o desejo, a busca por uma instituição, por um mestre e abertura para compreender as regras acadêmicas, o "jogo" de como andar neste espaço, com a necessidade de ultrapassar desafios menores durante anos até o último grande desafio da defesa, que é mais um ato público de consagração na vida acadêmica e, junto com ela, uma nova fase de reinício, mas com um título e mais experiência. Nada acabou. Ao contrário, ao findar o mestrado nova etapa se descortina no desafio "da vida que segue" e se faz valer, não mais apenas falar e escrever, e sim fazer-se um acadêmico.

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