TOMO II DIAS DE FESTA: VIVENCIANDO A ALTERIDADE

 

Uma tônica da vida moderna é a da falta de tempo: para fazer aquilo de que se gosta, para estudar, para aproveitar as amizades, para ganhar dinheiro, para realizar um sonho. E quanto do nosso tempo diariamente dedicamos às outras pessoas, à coletividade, sem esperar por receber algo em troca?

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DIAS DE FESTA

 

Mucuiú, motumbá, kolofé, saravá, axé,

  

Inicio desejando a todxs paz profunda na mente e coração. Períodos de festas... retiramos da vida o caráter festivo como uma constante e o  restringimos a pequenos períodos ao longo do ano. Por que a vida não pode ser uma festa? A "modernidade" retirou da sociedade o direito a viver em festa e colocou em "caixas" sociais os motivos que devam ser festejados, como aniversário, casamento, entre outros.

A festa era e é uma constante nas comunidades tradicionais. A felicidade da comensalidade, da questão gregária, do direito a sorrir, se sentir pleno e feliz constantemente é algo natural nas comunidades tradicionais.

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Arte! Literatura e música negras no Brasil
 
 
Mucuiú, motumbá, kolofé, saravá, axé,
 
Neste vídeo apresenta-se a palestra de Mãe Maria Elise Rivas, no dia 30 de novembro de 2018, na Pinacoteca Municipal de Itanhaém, pelo projeto "Os (In)Visibilizados", da Semana da Consciência Negra 2018.
 
Mãe Maria Elise Rivas
Íyá Bê Ty Ogodô
Mestra Yamaracyê
 
 
 
 
 
 

MEMÓRIA E IDENTIDADE DE HERANÇA AFRICANA

 

A memória reforça o sentimento de identidade. Logo, falar em memória das heranças africanas em solo brasileiro é também falar da constituição  da identidade da maioria do povo brasileiro, senão da sua totalidade. A memória e a identidade nos levam à consideração dos limites psíquicos, afetivos, físicos e pessoais, assim como de pertencimento a um determinado grupo, portanto invocam e evocam a memória de nossa ancestralidade. A memória e a identidade africana(s)  são pensadas/sentidas a partir do grupo onde nos inserimos, e por consequência pode ser aceita, esmaecida ou refutada. A memória e a identidade não são um patrimônio dado, e sim negociado no dia a dia, no cotidiano, mediante disputa de valores e conflitos sociais entre grupos distintos seja no âmbito econômico, político, social, cultural ou espiritual. Elas, identidade e memória africanas, passam por várias contendas diversas. Evoco neste momento Pollak (1989), ao dizer que pensar memória é pensar identidade e pensar memória/identidade é pensar concepção política sobre o processo de construção social da memória. Desta concepção política da memória é que ele desenvolve os conceitos sobre o enquadramento da memória, esquecimento e silêncio. A memória negra foi enquadrara, esquecida e silenciada.

No texto Memória, esquecimento, silêncio (1989), Pollak coloca o conceito de memórias subterrâneas em oposição a uma memória oficial, entendida como memória nacional. A memória oficial brasileira é branca e europeia, embora tenha utilizado e muito da memória e identidade africana. Entre muitos dos exemplos cito a eleição da feijoada, oriunda dos terreiros – comida de Ogum – como comida típica brasileira, o samba de origem angola também se tornou música nacional. As minorias, os excluídos e os marginalizados, ou seja, as culturas minoritárias e dominadas, em nosso caso a negra, contribuíram amplamente com a memória e identidade brasileiras. Neste momento os terreiros ganham relevância, pois  contribuíram e contribuem sobremaneira para a preservação da memória africana, que tanto quiseram silenciar. Sou gente de terreiro!!! Sou gente que respeita a memória africana.

 

Mãe Maria Elise Rivas

Íyá Bê Ty Ogodô

Mestra Yamaracyê

Religiões afro-brasileiras: diversidade de interpretações

 

Mucuiú, motumbá, kolofé, axé, saravá,

Hoje retomamos alguns pontos levantados em nosso último vídeo para discorrer como as religiões afro-brasileiras interagem entre si e sobre os diferentes níveis de interpretação e compreensão dentro de cada núcleo. Assim, em cada Escola das religiões afro-brasileiras os adeptos constroem suas percepções na medida em que reconhecem e dialogam com as matrizes formadoras.

Mãe Maria Elise Rivas
Íyá Bê Ty Ogodô
Mestra Yamaracyê

 

 

 

Umbanda e sua diversidade: Penetrando os meandros da Umbanda Tântrica

 

Mucuiú, motumbá, kolofé, axé, saravá,

A OICD é uma Escola de Iniciação e, entre os núcleos em que atuamos com desenvolvimentos iniciáticos, hoje rememoramos vídeo de Babá Rivas Ty Ògìyàn (Mestre Arapiaga) discorrendo sobre a Umbanda Tântrica.

Mãe Maria Elise Rivas
Íyá Bê Ty Ogodô
Mestra Yamaracyê

 

 

 

Sou gente do terreiro. Sou gente que defende cultura de paz
 
 
Mucuiú, motumbá, kolofé, saravá, axé,

As religiões afro-brasileiras são essencialmente coletivas. No entanto, em nossas vidas, quantas vezes nos pautamos no bem-estar coletivo ao tomar determinadas atitudes? No domingo teremos uma decisão ainda mais grave, haja vista a eleição e delegação de poder a quem por direito velará – ou não – pelos direitos sociais, quer seja favorecendo grupos exclusivos, quer seja abarcando a maior diversidade possível. O momento do voto aparentemente nos parece representar o que cada um quer para o país, embora seja também um momento em que refletimos o que queremos para nós, isto é, bem-estar individual, seletivo, ou bem-estar para mais pessoas, além de nós mesmos, coletivo. Como Íyálorìṣá todos os dias devo, sob os pés dos Òrìsà, zelar pelo destino de todos os meus filhos, de todas as minhas filhas de santo, devo, várias vezes ao dia, olhar e zelar por outras pessoas. Essa tradição me antecede e me sucederá, e esse é um dos valores do “povo de santo”. Desejo que todas e todas, no domingo próximo e, o quanto possível, em cada atitude do dia a dia, opte pela paz e pelo amor, pelo respeito à vida de todos e todas.

Mãe Maria Elise Rivas
Íyá Bê Ty Ogodô
Mestra Yamaracyê