A pesquisadora Maria Elise G. B. M. Rivas, sacerdotisa das religiões afro-brasileiras (Mãe Bê, ou Yá Bê Ty Ogodô), é autora há mais de 20 anos, tendo publicado livro na área de literatura infantojuvenil e obras de cunho acadêmico e religioso, além de artigos e capítulos de livro. A seguir, arrolam-se livros de sua autoria, como coautora ou que coorganizou.

Umbanda: o despertar da essência (1995)

Nesta possante e inédita obra estão sendo desvelados fundamentos herméticos da filosofia umbandística. Traz os verdadeiros princípios do homem e busca elucidar a tradição transcendental, a protossíntese. Demonstra de forma fidedigna os objetivos da umbanda em seus bastidores, rumo ao 3° milênio, revelando o homem com sua consciência amplificada, o verdadeiro homem planetário. Aprofunda-se na origem primeva dos distúrbios e desatinos das humanas criaturas, desvelando o porquê do ódio, do medo, das angústias, ansiedades, tensões, solidão, etc. Orienta-nos, de forma racional, clara e precisa, a sobrepujarmos tais adversidades e debilidades da personalidade, induzindo-nos ao autoaperfeiçoamento. Portanto, para aqueles que buscam encontrar-se através do autoconhecimento, eis uma obra de luz e esclarecimentos precisos e profundos.

Fun Chan Chun (1998)

Gustavo é um garoto muito só, sem irmãos e sem uma única criança na vizinhança para brincar, não lhe restando outra alternativa a não ser a televisão e o videogame. Sonha em ter um amigo de sua idade, como vizinho, para brincar. Mas, certo dia, um caminhão de mudanças para bem em frente à casa ao lado da sua. Descem de um carro que acompanha o caminhão pai, mãe e filho. É uma família muito estranha, as pessoas usam roupas estranhas e têm jeito estranho. A partir daí, Gustavo viverá muitas aventuras com um final para lá de surpreendente!

O mestre iluminando consciências (2002)

Esta obra da Mestra Espiritual Yamaracyê (Maria Elise G. Machado Rivas) relata sua experiência única, de duas décadas, na vivência iniciática direta com Mestre Arhapiagha. Ao lermos com atenção o livro da Mestra Yamaracyê entenderemos melhor a sua vivência iniciática. Veremos que a Iniciação, ou o conhecimento da origem de todas as coisas, requer uma ou mais vidas de dedicação, de amor e respeito ao Sagrado, a si mesmo e ao próximo, que são as mesmas coisas. O desconhecimento laico poderá fazer com que muitos achem a Mestra Yamaracyê ortodoxa e austera. Nenhum destes encômios lhe cabem, mas sim o de fiel transmissora dos ensinamentos de seu Mestre Espiritual, que, diferentemente de outros, não vende ilusão, mas a neutraliza, transformando-a em realidade sempre crescente, algo não tão fácil para as mentes ainda não despertas. Lendo Yamaracyê, pioneira no mestrado e na literatura umbandista, sentiremos em nossos espíritos sua mestria e fidelidade incondicional aos fundamentos ministrados pelo seu Mestre Espiritual, pois não é uma simples discípula, é mais do que isto, é uma convertida, uma Mestra autorrealizada.

 O mito de origem (2013)

O que é Umbanda? Quando ela surgiu? A religião de Umbanda foi fundada por uma entidade, por um homem, ou não tem marco fundante? São muitas as perguntas possíveis para a religião dos Orixás, dos Santos Católicos, dos Deuses Ameríndios sincretizados numa prática genuinamente brasileira. O presente livro responde a estas questões tomando como ponto de partida a reflexão sobre a(s) origem(ns) da Umbanda. O mito como metanarrativa, bem como suas implicações contextualizadas nas três escolas primevas das religiões afro-brasileiras: Ameríndia, Indo-europeia e Africana. No fenômeno social, observa três personagens históricos e suas construções genuinamente umbandistas, sempre sob o inovador olhar da teologia afro-brasileira institucionalizada pela Faculdade de Teologia Umbandista (FTU).

Teologia da tradição oral (Coautora, 2014)

Longe de terminar esta profícua discussão sobre oralidade na teologia afro-brasileira, gostaríamos de propiciar ao leitor justamente o oposto: um ponto de partida para novas (re)construções. Afinal de contas, falar sobre teologia com enfoque na tradição oral é tão inovador quanto primevo. Foi assim que a teologia nasceu com os gregos, foi por meio dessa oralidade que os cristãos se sustentaram ao longo dos séculos e, agora, os afro-brasileiros desenvolvem uma nova perspectiva. A oralidade pode ser comparada à mesma ferramenta (método) utilizada de múltiplas formas (episteme).

Teologia afro-brasileira (Coorganizadora, 2014)

A obra Teologia afro-brasileira, coordenada pelas professoras Irene Dias de Oliveira, Maria Elise G. B. M. Rivas e Érica Jorge, congrega textos de importantes pesquisadores sobre aspectos epistemológicos desta teologia afro-brasileira nascedoura. São textos de professores da FTU em parceria com amigos e colegas de outras instituições que são referências no país. Ler este livro permitirá ao leitor compreender um pouco mais das tão desejadas e pouco conhecidas religiões afro-brasileiras. (F. Rivas Neto)

 Teologia usa saias? (2017)

Fruto de sua pesquisa de mestrado, nesta obra a autora parte de análise sócio-histórica para compreender, em primeiro lugar, como e por que a Teologia se consolidou profissionalmente como lugar de homens, sobretudo cristãos. Então, de que forma, com a instituição da Teologia como curso de ensino superior regulamentado, as mulheres começaram a participar também deste lugar, antes proibido, senão explicitamente, decerto moralmente. É um manifesto de resistência à opressão, ao preconceito, à naturalização da divisão e diferenciação, no caso por questões de gênero.

Os Invisibilizados, como Organizadora (2018)

O livro é resultado de uma exposição promovida pela OICD, com curadoria de Mãe Maria Elise Rivas, em parceria com o Fórum da Comarca de Itanhaém e do Departamento de Cultura da cidade, realizada de 21 a 30 de novembro. Contou com instalação no Fórum de Itanhaém de banners com personagens negros da história afro-brasileira que contribuíram para a ciência, artes e educação e foram retratados de modo que tiveram sua aparência embranquecida ou nunca foram retratados como negros. Houve também ciclo de palestras na Pinacoteca da Cidade e lançamento do livro homônimo, com artigos a respeito do racismo na sociedade brasileira.

OICD - Escola de Iniciação desde 1970 - Vigência 2019

Com esta obra – que inaugura a Série OICD – História e Tradição, Mãe Maria Elise Rivas apresenta um pouco da história dessa instituição, da vida de seu fundador, Pai Rivas, e como se estrutura a Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino como Escola de Iniciação nas religiões afro-brasileiras, com textos sobre Tradição, sobre Iniciação nas escolas de Umbandas, Encantarias e Candomblé da OICD, fotografias, cronograma de atividades, entre outros. Sobretudo, é o primeiro capítulo de uma história real de fé, dedicação e, nas palavras de Mãe Maria Elise Rivas, resistência contra a dor do mundo.

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